Ontem li uma frase, publicada no mural do facebook de alguém.
“Acreditar é mais fácil do que pensar. Daí existirem muito mais crentes do que pensadores.” Bruce Calvert.
Infelizmente, a opção de comentar estava desabilitada. Felizmente, por estar desabilitada, me deu uma vontade enorme escrever este post.
Percebemos claramente que o autor ainda pensa haver uma dificuldade em conciliar fé e razão. Curiosamente, esta discussão foi abordada desde o período da Escolástica, com Tomás de Aquino, e bem antes disso já debatido também por Agostinho de Hipona.
Normalmente, os que se acham muito originais são aqueles que não tem senso histórico.
Mas, o pior mesmo, é que as pessoas direcionaram seu objeto de fé, para aquilo que normalmente não tem a menor sustentação lógica. Por exemplo, na estruturação de pensamento da frase acima, podemos dividir da seguinte forma: De um lado os “crentes” (os que não pensam), de outro, os “pensadores” (os que não creêm). A partir desta divisão, os “pensadores” acham que pensam, e acham que os “crentes” não pensam. Mas, na verdade, é justamente o contrário, absolutamente e totalmente, o contrário.
Estes “pensadores” tem uma fé pueril em verdades dogmáticas que eles mesmos não compreendem, e nem se dispõe a analisar. Aceitam qualquer afirmação “científica” como verdade total e inquestionável. São xiitas do deus ciência. E, lamentavelmente, afirmam coisas que não compreendem, mas que somente ouviram falar. Sabe aquele lance de ouvir uma frase de efeito, achar bonita e ficar repetindo? Pois é.
Por exemplo, as pessoas comuns, os “pensadores”, adotam como verdade inquestionável a teoria do Big Bang para explicar a cosmogenesis. Se resolveres questiona-la, podes ter certeza que vão primeiramente taxar-te de idiota, pois para esses “pensadores” já está provado e é a teoria mais aceita nos círculos acadêmicos. Mas ouso afirmar que 99.9% das pessoas que dizem acreditar nesta teoria NUNCA pensaram seriamente sobre ela, apenas repetem e repetem o que ouviram falar.
Eu por exemplo, creio que este teoria só terá algum sentido se adicionarmos o Deus cristão em sua equação. Somente um Deus não-criado, pré-existente e além da estrutura tempo-espaço poderia “fazer funcionar” o Big Bang.
Ou seja, se eu desconsiderar Deus, é IMPOSSÍVEL que tenha havido tal fenômeno, pois o mesmo contraria uma lei fundamental da física e uma lei fundamental da biologia.
- Lei da Física – Inércia: É uma das primeiras leis formuladas por Newton, que afira que todo corpo em repouso tende em permanecer em repouso. Logo, considerando-se que inicialmente havia uma massa, uma matéria condensada que ocasionou a explosão, de acordo com a física esta explosão NUNCA poderia ter ocorrido, pois sem a aplicação de uma força externa ela teria PERMANECIDO EM REPOUSO. Já questionei isso algumas vezes com alguns descrentes, e a única explicação que ouvi foi a frase de Chicó : “não sei, só sei que foi assim”.
- Lei da Biologia: Um princípio simples – seres inanimados não geram seres animados. Se você discorda, peço que pegue duas pedras, bote elas para cruzar e veja se nascem novas pedrinhas. E aí tem uns tontos que falam: e abiogênese (teoria que defende que a vida pode ser gerada a partir de elementos químicos), tio Alcir ? Para isso eu respondo: me mostre somente UM exemplo concreto de uma experiência laboratorial que gerou vida a partir de elementos quimicos inanimados. Só unzinho, e retiro tudo que disse até aqui. Simplismente não existe. é uma historinha da carochinha para tapar buraco.
Portanto, é notório que a inconsistência lógica e científica é negada apenas dogmaticamente. É a fé cega e burra dos “pensadores”.
Talvez nesse ponto eu tenha que concordar com o autor da frase que citei acima. Acreditar é mais fácil que pensar. Por isso que este “pensadores” acreditam em qualquer bobagem. E não pensam com suas próprias cabeças. Trocaria apenas o final: por isso que existem mais “pensadores” (gente comum, papagaio de pseudo cientistas) do que crentes.
